Tudo durou apenas 58 minutos, até a sonda ser totalmente destroçada pelo atrito e pela pressão crescente da atmosfera de Júpter. Nesse curto período, a nave filhote da Galileu ativou as seis instrumentos que levava a bordo e com eles mediu a composição química, a pressão, a temperatura e a densidade das camadas de nuvens. Todos os dados foram imediatamente transmitidos para a neva-mãe, que os reenviou à Terra. Isso acenteceu no dia 7 de dezembro de 1995. Poucos meses depois, uma primeira análise dos dados coletados já dá uma idéia dos novos mistérios que os cientistas do JPL (abreviatura de Laboratório de Propulsão a Jato, em inglês), da Nasa, vão precisar resolver. Veja aqui as surpresas que Júpter reserva. Entre elas, está a ausência de vapor d'água e um céu muito menos carregado do que o previsto Veja aqui. Os astrônomoas salientam: os dados da sonda são ainda preliminares. Para montar todo o quebra-cabeça, será preciso mais tempo, telvez alguns anos.
Boa visibilidade, a primeira surpresa!
Frustando as expectativas, a sonda cruzou um céu claro, livres das
pesadas nuvens que se acreditava encobrir totalmente o planeta. Ela cruzou
uma camada de névoa fina e nuvens bem tênues. Há duas
pessibilidades: a primeira é que a sonda tenha mergulhado num local
atípico. As medidas então não seriam válidas
para o planeta inteiro, mas só para o ponto de descida da sonda.
A segunda possibilidade é que as condições da atmosfera
de Júpter sejam diferentes do que mostravam as evidências
até agora.